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Verdes apanicados pela abertura de institutos e arquivos sobre o clima

por Lui Dufaur –

Se as instituições científicas até agora instrumentalizadas por militantes ambientalistas passam a fornecer dados certos, as ofensivas aquecimentistas ficarão sem base crível

A ascensão de Donald Trump à presidência americana trouxe um efeito inesperado: a corrida para apagar registros e provas por parte de cientistas alarmistas que até agora agiam impunemente sob a administração Obama.

Esses alarmistas agora alarmados alegam temer que o novo presidente ordenasse um “expurgo” de milhares de relatórios elaborados por eles quando ocupavam altos cargos na NASA, na NOAA (Agência Nacional Atmosférica e Oceânica) e outras instituições federais.

Esse medo parece mais provir de suas consciências. Mas por causa dele eles teriam passado “a proteger, duplicar e salvar a ‘evidencia’ do aquecimento global”, segundo o jornal espanhol “El Mundo”.

A verdade histórica aponta até berrantemente o contrário. Cientistas com viés ideológico de esquerda em virtude de apoios políticos ou outros galgaram posições em instituições ou funções desde as quais ficaram distorcendo os dados climáticos e promovendo pânicos infundados.

Como esses dados estão protegidos com graves penalidades, eles não foram destruídos e podem vir a cair nas mãos de cientistas responsáveis.

E é de se desejar que Trump os promova a postos de responsabilidade. Será até uma prova de que está cumprindo as esperanças dos cientistas honestos.

Se isso acontecer, muitos anos de fraudes e informações falseadas ou enviesadas ficarão à vista de todos.

Outrora, o famoso escândalo do Climategate patenteou a imensa máquina de distorção e falsificação de dados e conclusões montada para fazer acreditar a opinião pública mundial que estamos numa vertiginosa espiral de aquecimento global.

Naquela oportunidade, os maus cientistas tudo tentaram para que os dados oficialmente registrados e as análises deturpadas por eles não pudessem ser conferidos por cientistas idôneos.

O escândalo atingiu a cúpula do laboratório Goddard da NASA, o Met Office britânico, universidades britânicas e americanas onde se concentram os dados da temperatura recolhidos em todo o planeta. Alguns dos responsáveis foram formalmente indiciados por falsificação “aquecimentista” e tiveram que renunciar.

Compreende-se que essa confraria apocalíptica agora esteja com as barcas de molho e invente pretextos para tentar salvar a pele.

Gráficos enviesados ideologicamente como este do IPCC poderão ser denunciados. O método para embaralhar a retirada é claro: levantar cortinas de fumaça difamatórias.

A investigadora Joan Donovan, da Universidade de Califórnia – Los Angeles (UCLA) chegou a falar: “estamos lutando numa guerra da informação (especialidade, aliás, em que os alarmistas são mestres) e a mudança climática está sofrendo um ataque muito específico” (aliás, um ataque por parte da verdade que quer ser conhecida).

Segundo “El Mundo” a UCLA virou um epicentro para preservar os dados sobre a mudança climática “que correm o risco de desaparecer do domínio público”.

Poder-se-á verificar se os dados são falsos ou foram manipulados para efeitos ideológicos. E nesse caso constatar-se-á que a realidade do clima está muito mais perto do que dizem os cientistas conscienciosos chamados “céticos” e habitualmente menosprezados e postos de lado.

Michelle Murphy, da ONG Iniciativa de Governança e Dados Ambientais na Universidade de Toronto, já avisou a seus colegas americanos: os ativistas ambientalistas:

“no Canadá, durante o governo do conservador Stephen Harper, sofremos censura, destruição de documentos e o desemprego de cientistas relacionados com a mudança climática”. Faltou acrescentar que foram pegos com a mão na botija.

Murphy, então pede “contra-atacar desde o primeiro momento” nos EUA.

O líder ambientalista Al Gore, malgrado o desprestígio em que caiu pelas suas fraudes demonstradas anunciou o fim da trégua que vigorava na presidência de seu amigo e companheiro de partido Barack Obama.

O próprio Obama também planeja dedicar novos esforços na promoção do blefe da mudança climática. Ele quer que os EUA continuem presos ao acordo de Paris que ele assinou de modo irresponsável.

O Secretário de Energia da nova administração, Rick Perry, mostrou bom senso.

Ele declarou que a mudança climática não passa de “uma teoria científica não demonstrada”.

É claro que os dados objetivos e os trabalhos dos cientistas conscienciosos apontam que não é bem uma teoria – antes bem uma religião ou uma ideologia anti-civilizatória encapuzada – e que a única coisa demonstrada é que o mundo não está em fase de aquecimento.

Scott Pruitt, novo diretor da EPA (Environmental Protection Agency, equivalente a nosso Ministério de Meio Ambiente) diz que “os cientistas continuam sem ficar de acordo sobre o alcance real do aquecimento global e sobre sua conexão com as atividades humanas”.

Em poucas palavras, o pânico do aquecimento que poderia extinguir a vida na terra em nada está provado.

Ativistas do aquecimentismo que pareciam aposentados como Al Gore agora estão voltando para salvar um passado tendencioso e turvo.
Em poucas palavras, o pânico do aquecimento que poderia extinguir a vida na terra em nada está provado.

Na Grã Bretanha, a nova primeira ministra Teresa May chegando à residência oficial de Downing Street logo suprimiu o Departamento de Energia e Mudança Climática, um reduto espalhador de temores infundados.

O jornal “The Independent”, caixa de ressonância habitual dos slogans e ideias socialistas esperneou pelos “graves riscos” de erosão das costas britânicas, dos alagamentos e dos “possíveis” efeitos do aumento da temperatura no sul da Inglaterra no horizonte 2050.

Vale tudo. Por que só o sul da Inglaterra? Não é o planeta todo que estaria aquecendo? Blefa, blefa, que algo ficará

Uma centena de cientistas britânicos escreveu à primeira ministra para que arranque a adesão de Donald Trump à mudança climática. Como se a resposta à questão não fosse científica, mas resultado de conchavos políticos como vinha sendo até agora.

“O que mais nos preocupa é que sem os dados e o acompanhamento do clima feito pelas instituições americanas, podemos ficar dando pauladas para todo lado como cegos num futuro próximo”, arguiu Piers Forster, da Universidade de Leeds, que lidera a petição.

Em poucas palavras terão que trabalhar com dados objetivos e cujas conclusões poderão ser revistas por colegas.

Objetividade e seriedade que soa como a morte para quem até agora abusou dos cargos e distorceu dados e teorizações em aras de uma utopia de fundo anarquista e comuno-tribalista.


*Escritor, jornalista, conferencista de política internacional,
sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs

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