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Professor lança manifesto com duras críticas à censura esquerdista na UFSC

Está sendo divulgado pelo professor Sergio Colle, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina, um manifesto com duras críticas à censura seletiva praticada pelo ex-chefe de gabinete da ex-reitora Roselane Nekel, Carlos Antônio Oliveira Vieira, a quem chama de “nosso Waldir Maranhão”, e aos “esquerdistas (notoriamente de currículo medíocre)” que encobrem manifestos espalhados pelo Campus classificando o ato republicano e constitucional de remoção de Dilma Rousseff como um golpe.

No manifesto o professor Colle não poupa críticas também a “chusma de uma centena de estudantes” que invadiu a solenidade de posse para realizar um manifesto contrário ao novo reitor eleito. A ex-reitora também é criticada por ter autorizado uma manifestação do atual “ministro de plantão do MEC”, Aloizio Mercadante, acusando o Congresso Nacional de realizar um golpe contra Dilma Rousseff.

Abaixo, a íntegra do manifesto do Professor Sergio Colle:

“Prezados colegas,

Tenho a satisfação de comunicar aos senhores que em decorrência de eu ter assumido a responsabilidade de não retirar a faixa colocada por alunos cuja autoria desconheço, no topo do prédio de Engenharia Mecânica, na área do Laboratório Solar, o ex-Chefe de Gabinete, Carlos Antônio Oliveira Vieira, encaminhou denúncia a Comissão de Ética Pública para apurar responsabilidades. A faixa cujos dizeres é “Tchau Queridas”, na minha interpretação, possivelmente referem-se a um adeus a Reitora que ontem [10/05] terminou sua gestão e a Dilma Rousseff (que já com segurança já posso excluir o tratamento de Presidente da República). A propósito dessa ação administrativa, acho plausível cognominar o ex-chefe de Gabinete referido de nosso “Waldir Maranhão”, pois sua ação é inusitada e derradeira. Com efeito, existem manifestos espalhados pelo Campus da UFSC, sobretudo no setor de ciências humanas, através de cartazes que repetem o mote do PT-PCdoB de que o ato republicano e constitucional de remoção de Dilma Rousseff é um golpe. Ora, o mesmo zelo que esse chefe de gabinete teve em encaminhar o expediente referido deveria também ser dedicado para censurar e responsabilizar os esquerdistas (notoriamente de currículo medíocre) que encobrem esses atos políticos no Campus. A propósito dessa temática, recordo aos senhores que a última invasão do prédio da reitoria, protagonizada por estudantes radicais esquerdistas associados aos MST e outros bandos, ocorreu com a absoluta omissão da ex-reitora e presumivelmente de seu chefe de gabinete. Também lembro os senhores que a arruaça do bosque, da qual resultou danos ao patrimônio público e processos no âmbito da Justiça Federal, ocorreu com a absoluta omissão da ex-reitora. Ainda lembro aos senhores de que o movimento anunciado pelos funcionários para reunir professores a protestar contra o “golpe” no dia de hoje, tem por objetivo ocupar a Praça da Cidadania do Campus da UFSC, para uma manifestação inteiramente política, favorável a quadrilha que destruiu o Brasil, produzindo um dano sem paralelo desde o Império. Pois bem, já assumi a inteira responsabilidade de não remover a faixa referida, o que o fiz em ofício encaminhado ao Prof. Bazzo, Chefe do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC. Assumi essa responsabilidade perante a União.

O argumento na manifestação do CAME contra a manifestação dos alunos é antes de tudo anti-democrático, pelo menos na ótica do princípio estabelecido pela ex-reitora, de que o Campus é o espaço sagrado democrático para toda e qualquer manifestação, o que presumo conferindo o direito também aos arruaceiros do bosque para realizar a insânia hoje sob processo na Justiça. Em segundo lugar, devo aqui esclarecer de que o CAME não representa politicamente os alunos do CTC, mesmo porque tal representação política não pode ser estabelecida sem um plebiscito. A frase “Tal faixa pelo desconforto extremo que pode causar a parcelas da comunidade universitária, não descartando reações violentas por parte de alguns setores” é para mim uma manifestação de incitação aos fascistas. Entretanto, devo reconhecer que alguma parcela da comunidade universitária deverá discordar do manifesto objeto desta mensagem, mesmo porque numa democracia se concede o direito para que qualquer pessoa se manifesta a favor ou contrário a qualquer manifestação política no Campus.

O argumento dos representantes do CAME de que a boa imagem do Departamento de Engenharia Mecânica poderia estar comprometida, somente por ser legitimado depois de uma consulta a comunidade universitária brasileira, obviamente somente na categoria dos alunos que dão conta de sua responsabilidade de passar nas disciplinas, sob o critério de professores pagos com verbas públicas. O Departamento de Engenharia Mecânica, já classificado como um dos três melhores do país, presumo eu, passará a ser conhecido como aquele que abrigou uma manifestação cívica, discordante dos bandidos da república, parte dos quais arrolados em processos judiciais.

Ontem assisti a uma melancólica cerimônia de transferência de cargo durante a qual fiquei estarrecido (utilizando aqui uma palavra muito frequente proferida por Dilma Rousseff) ao testemunhar que uma chusma de uma centena de estudantes adentrou o espaço da solenidade para realizar um manifesto, dirigido ao reitor eleito (presumo eu sem o voto deles), cobrando dele imediata solução sobre moradias e outras benesses impensáveis nos países sérios historicamente detentores do conhecimento científico, tecnológico e filosófico. Não bastasse isso, a ex-reitora autorizou uma manifestação do atual ministro de plantão do MEC, Aloizio Mercadante, durante a qual ele dedicou grande parte de seu discurso acusando o Congresso Nacional de realizar um golpe contra Dilma Rousseff. Segue-se daí que também esse ato merece uma providência administrativa de apuração de responsabilidades numa comissão de ética pública, como fez zelosamente o ex-Chefe de Gabinete. É desnecessário observar mas vou fazê-lo, de que esse provisório Ministro da Educação, é arrolado na lista dos criminosos do processo Lava-Jato, sob a responsabilidade do Meritíssimo Juiz Sérgio Moro. Aguardemos pois que a folha-corrida desse senhor seja consolidada na Justiça. Aqui ainda firmo que nos países centrais da ciência, detentores da primazia da excelência na educação, tal manifestação seria virtualmente impossível. Se ocorresse os alunos seriam expulsos da instituição. Felizmente existe uma parte do mundo que baliza a civilização contra países em que a política resultou em desordem e comoção social, como o Brasil.

Por fim, a demonstrar que nada tenho de pessoal contra a ex-reitora e seu Chefe de Gabinete, aqui devo registrar que durante sua gestão, mesmo sofrendo agudamente os terríveis efeitos do engessamento da instituição no tocante a realização de projetos de pesquisa financiados por empresas públicas e privadas, fiz meu trabalho com integridade. Com efeito, quando da realização da reunião do CUn nas dependências da Polícia Estadual, contrapus ao oportunista e eterno candidato a reitor Nildo Ouriques (fanático admirador dos bandidos que governam a Venezuela), minha posição de que a ex-reitora agiu corretamente, pois com este ato, ela resguardou a integridade do Conselho. Aproveite este parágrafo para manifestar meu respeito e admiração pelo ex-Pró-Reitor Prof. Jamil Assreuy, que prestou uma valorosa colaboração para reduzir a burocracia administrativa na direção de consumar os contratos no âmbito da Reitoria.

Aguardo pois o desenlace desse expediente perante a Comissão de Ética Pública, registrando que divulgarei na imprensa nacional tudo o que ocorrer a respeito de minha pessoa nessa universidade. Aqui posso afirmar com segurança a célebre frase do apóstolo Timóteo a saber, “Combati o bom combate, …, guardei a fé”. Aos 70 anos de idade contribuí ativamente para que a UFSC pudesse hoje exibir um dos laboratórios mais produtivos da universidade brasileira, além do que, escrevi dois livros que estarão brevemente na editora Amazon. Meus alunos sempre abonaram a qualidade de minhas aulas. Portanto, também cumpri meu dever como funcionário público, fazendo jus ao salário que recebi, pautando o caminho da honestidade.

Saudações universitárias patrióticas,

Prof. Sergio Colle”