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Parque Jardim Botânico de Florianópolis: um espaço de lazer que a natureza oferece

              por Paulo Simões –
                                                            

Nessa fase inicial, o parque estará aberto à visitação de quinta a domingo, das 7h30min às 18h.

Florianópolis ganhou no sábado, 24 de setembro, um novo espaço público: o Parque Jardim Botânico. Cerca de 7 mil pessoas visitaram o espaço no primeiro dia de funcionamento. São 19 hectares ligados a 200 hectares do Manguezal do Itacorubi, às margens da Rodovia Admar Gonzaga, onde operou o Centro de Treinamento da Epagri.

Melhorias constantes

Conforme a equipe gestora do Parque, ainda nos próximos meses, um prédio já recuperado pela Prefeitura abrigará oficinas de reaproveitamento e reciclagem de materiais.

Startups da área de sustentabilidade ambiental, também deverão ser instaladas no antigo prédio da fábrica de ração da Epagri, com o objetivo de melhorar permanentemente o paisagismo.

Está prevista ainda a concessão de parte da casa sede para uma instalação de uma cafeteria privada.

Glauco Olinger, merecida homenagem

O homenageado do dia – merecidamente – foi Glauco Olinger, cujo nome foi dado a um dos espaços da casa sede do Parque.

Pioneiro na extensão rural em Santa Catarina e fundador da Acaresc, hoje Epagri, o engenheiro agrônomo, que completou 94 anos recentemente, observou, durante o discurso final da solenidade de inauguração, que quem estivesse ali com menos de 70 anos, não fazia ideia do que era o lugar: “Era uma área rural do município de Florianópolis e que olhasse para o lado, veria vacas pastando, chácaras com frutas, agricultores, talvez meia dúzia de casas. Uma área tão rural que o repórter Adolfo Zigelli dizia que estávamos levando o Centro de Treinamento da Acaresc para próximo da África“. 

Atrações

Além das exposição “Ilustrações Naturalistas” e da coleção especial de aniversário de 13 anos do Museu do Lixo da Comcap, com curadoria de Lena Peixer, o parque oferece atrações de contemplação natural, como o lago e o bosque de nogueiras-da-Índia; de atividades físicas, como pista de caminhada rústica e academia ao ar livre; de recreação, como parque infantil e espaço multiuso, ontem usado para solenidade oficial, apresentação de Boi-de-mamão e por skatistas, redário e slackline, quadra de beach tennis e vôlei.

Algumas opiniões

  • Renata de Vecchi (arquiteta) – “Essa parte de reaproveitar os recursos e ter chamado a população para ajudar a melhorar e abrir realmente o parque. A gente mora há muito tempo e faz uns cinco ou seis anos que falavam desse parque, estávamos esperando acontecer. A quantidade de pessoas aqui hoje mostra isso: que Florianópolis está muito carente de espaços públicos para as pessoas.”
  • Tiago Vaz (bancário de São Paulo) – “Estou a passeio, sou paulista, mas gostei bastante do espaço, achei bem legal para a comunidade, as crianças. Há um espaço muito legal para recreação e lazer, isso enriquece bastante o bairro. Quando voltar à cidade, vou vir aqui de novo, com certeza.”
  • Júlio César Dias (auxiliar operacional da Comcap) – “Gostei do parque não está tudo pronto, mas nunca vai ficar pronto, vai estar sempre mudando. É uma área muito boa. Estou há um mês e pouco trabalhando aqui, sou da turma do encarregado Maurício. Nós que elaboramos, junto com o Índio eo Maurício, o lance lá do labirinto no parquinho infantil, mais um bocado de coisas, fizemos aí juntos.”
  • Cristiane Gonçalves Montibeller – “Nos programamos brevemente e saiu esse piquenique com várias pessoas, foi bem legal. Somos amigos, de seis famílias diferentes e locais de trabalho bem diversificados. Já fazemos piqueniques em outros locais, como o Parque do Córrego Grande, gostamos dessa atividade. Aqui está mais uma oportunidade, mais um espaço em Florianópolis para a gente fazer nosso piquenique. Somos moradores do Centro, Santa Mônica, Coqueiros, tem até um lageano aqui.”

Exposição da natureza e pronto!

Como todas as iniciativas da gestão Cesar Souza Junior, esta também não tem grandes investimentos nem compromisso com a inovação e a criatividade. O Parque se caracteriza especialmente pela rusticidade e pelo aproveitamento dos recursos naturais, isto é, com o muito que a natureza oferece e o nada de infraestrutura que a Prefeitura poderia oferecer. Algo bem óbvio! O parque não possui estacionamento, obrigando os visitantes a chegarem a pé, de ônibus, de táxi ou de bicicleta. Essa ação populista não enxerga a participação de idosos – que nem sempre podem caminhar, muito menos andar de bike – e famílias inteiras que moram longe e que precisam do carro para se dirigirem até o Jardim Botânico. É uma situação, provavelmente empurrada goela abaixo por alguma ONG politicamente correta que só contribui para a já cansativa divisão das pessoas. É lícito supor que o Jardim Botânico foi criado para os iluminados que tem no pedal seu estilo de vida e não para os queimadores da gasolina ou ainda para os cultuadores de uma vida saudável e não para os sedentários que não descolam a bunda do carro ou da frente do computador.