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A ditadura do cicloativismo na mobilidade urbana

Maria Aparecida Nery

Em princípio, ninguém tem nada contra o uso da bicicleta. Todos têm o direito de curtir o esporte ou lazer de sua livre escolha. Mas daí a querer transformar em interesse público o que não passa de gosto pessoal… vai um eito! O que se contesta é a forma autoritária como o tema vem sendo tratado e implementado, como se fosse uma questão de estado que, no entanto, só diz respeito aos minoritários da turma do pedal. O cidadão comum é um pária nos debates porque não reza pela cartilha politicamente correta e não tem tempo nem disposição para o assembleismo interminável dos idealistas chiques do Complexo UFSC/UDESC/CESUSC. O homem comum tem que trabalhar, pagar impostos e ser acusado de ser um alienado pelos ultraconscientes que aparelham – ou apenas ocupam – os gabinetes de planejamento da cidade. O conjunto da população que se dane.

A terceira tentativa do IPUF – Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis de implantar compartilhamento e aluguel de bicicletas na cidade com o projeto Floribike, também fracassou. E novamente pelo mesmo motivo: não apareceram empresas interessadas em operar o serviço.
As duas primeiras tentativas de licitação foram feitas em julho de 2013 e 2015 (após dois meses de correção de erros que, depois de dois anos, ainda persistiam no edital). A terceira ocorreu na manhã da terça-feira, 25 de agosto. Mais uma vez a sessão em que a comissão especial que coordena a licitação receberia e abriria os envelopes de habilitação e proposta de preços da concorrência, resultou deserta de interessados. Não há empresa interessada porque, ao contrário do que tentam convencer com resultados obcenos de pesquisas cuja metodologia e conteúdo são tratados como segredo para o cidadão comum, não há clientela. Simples assim.
A Prefeitura já avisou que a comissão de licitação vai reunir-se novamente, em regime de urgência, para reavaliar todo o processo licitatório, que começou em 2011. E vai tentar de novo, é claro. É natural que os sete membros da comissão estejam dispostos a ficar tentando indefinidamente: cada um deles recebe uma “gratificação de exercício” no valor de um salário mínimo mensal – R$ 788 – para manter viva a ideia do Floribike. Nem que seja no respirador artificial…
Todos os membros da comissão licitatória são vinculados ao Ipuf. Quatro deles são funcionários municipais estatutários: a autora do projeto e coordenadora do grupo é a arquiteta cicloativista Vera Lúcia Gonçalves da Silva. A ex-diretora de planejamento e atual coordenadora de projetos cicloviários do órgão é o braço da causa dentro do Ipuf. E não é de hoje que Vera luta para “reverter o conceito de que os carros podem tudo numa via”. Além dela, Luiz Américo Medeiros, Eleonora Franzoni da Cruz e Marcelo Roberto da Silva. (O total de proventos básicos desses quatro – sem a gratificação – ultrapassa R$ 41 mil mensais). Os outros três destacados para atuar no projeto revolucionário – parece que se vislumbra um futuro negro para Florianópolis sem um sistema de compartilhamento e aluguel de bicicleta para já – são ocupantes de cargos comissionados na Prefeitura: Geovanni Antônio Reis, Ivan Grave e Aline Chaves de Andrade (total da remuneração básica – fora a gratificação: mais de R$ 10 mil).
Essas comissões existem só para homologar decisões direcionadas às diretrizes postas pelos cicloativistas. Como veremos, nelas vigoram simulacros de democracia representativa, com os agentes públicos servindo de “testa-de-ferro” da militância.

Comissão Municipal por Bicicleta

Sob intensa pressão do ativismo cicloautoritário politicamente correto, em março de 2011 a Prefeitura baixou um decreto de duas páginas criando a Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta (codinome Pró-Bici), “para promover o uso da bike na cidade”. Na ocasião foram nomeados membros de quatro órgãos municipais: do Ipuf, o superintendente (com a prerrogativa de coordenar as atividades) Átila Rocha dos Santos e Vera Lúcia Gonçalves da Silva; João Batista Nunes (prefeito em exercício na época, que assinou o decreto) e Lúcia Maria Mendonça Santos, da Secretaria Municipal de Transportes, Mobilidade e Terminais; Luiz Américo Medeiros, da Secretaria Municipal de Obras e Ivan da Silva Couto Júnior, da Secretaria Municipal de Segurança e Defesa do Cidadão.
Com os seis agentes públicos, foram nomeados sete representantes de “movimentos sociais”, grupos ideologizados que se imaginam a própria sociedade civil, a população, a comunidade. Eles acreditam piamente deter o monopólio da melhor das intenções para reorganizar o mundo a sua volta em sintonia com seus hábitos e valores. A turma têm mais respeito por plantinhas e bichinhos do que pelas pessoas – principalmente as que andam de carro – e querem salvar o planeta e a humanidade pedalando e remontando nas cidades o enredo do filme Campo dos Sonhos: “Construa e os ciclistas virão!”. Os sete nomeados são membros da ONG Viaciclo – Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis, identificados individual e expressamente no decreto: Giselle Noceti Ammon Xavier, Milton Carlos Della Giustina, Daniel de Araújo Costa, Fabiano Faga Pacheco, Eduardo Green Short, Alexandre Francisco Souza e Rodrigo Gomes Ferreira. A Viaciclo foi criada por Della Giustina, que foi o seu primeiro presidente. Giselle, Daniel e Fabiano também já comandaram a ONG, que atualmente é presidida por Luis Antônio Schmitt Peters. Os três primeiros formam a troika do cicloativismo em Florianópolis. Eles atuam como eminências pardas do movimento nos círculos de poder, nas instâncias de decisão estatal, e sobre os pauteiros do jornalismo bicicloisentista e seu colunismo cicloamestrado. Se precisar pressão tipo assim, da “opinião pública”, entram em campo as correntes e abaixo-assinados virtuais da tropa de choque MAV e os ciclistas vão para rua criar factóides. É assim que essas minorias extremistas conseguem se passar por maioria e substituir a democracia representativa pela democracia direta dos “conselhos populares”.

“Fundação Municipal da Bicicleta”

Em outubro de 2013 (apenas três meses depois do primeiro edital fracassado) um novo decreto, de quatro páginas – o dobro de 2011 -, foi assinado, alterando o anterior para ampliar e fortalecer os poderes da Comissão Pró-Bici. Pelo novo decreto, mais do que apenas diretamente vinculada ao Ipuf, ela passa a “integrar a sua estrutura funcional”, com a missão de “analisar, consultar e elaborar estudos para futuras obras de melhorias para o tráfego de bicicleta”. Tenho certeza que o amigo leitor já está percebendo como a coisa se encaminha a passos rápidos para o surgimento de uma “Fundação Municipal da Bicicleta” ou algo do gênero, que vai acabar empurrando para o orçamento da cidade o custeio para a implantação e manutenção do tal serviço de compartilhamento e aluguel de magrelas, que a iniciativa privada não demonstra interesse em operar. Aliás: Por que será que a empresa manezinha Della Bike/Cicle Della Giustina ainda não participou do certame?
Adiante! Os membros – pelo decreto de 2011 eram 13, agora já são 28, cada um com direito a um suplente.! – não são mais identificados individualmente, podendo participar qualquer um representando o ente titular especificado para as vagas no decreto. Os 11 membros de órgãos municipais são: três do Ipuf (sendo um deles o superintendente, que preside a Comissão); dois da Guarda Municipal (GMF) – um deles do Projeto Ronda Bike; um representante de cada secretaria: de Obras, de Mobilidade Urbana, de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável e de Educação; além de um membro da Fundação Municipal de Esportes (FME), um da Fundação Municipal do Meio Ambiente (FLORAM) e um da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC).
Os movimentos sociais ocupam 13 cadeiras na Comissão Municipal de Mobilidade Urbana por Bicicleta. E nada menos do que nove delas privativas de associados da ONG Viaciclo, assim distribuidos: um representante da própria, um do “coletivo” Bike Anjo Floripa, um representando “grupos de ciclistas”, um representante do Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina (CESUSC), um representante do Grupo CicloBrasil (UDESC), um do movimento Bicicletada/Massa Crítica, um representante de empresa de turismo por bicicleta, um representante de empresa comercial de bicicleta e um representante da área de esportes. Os restantes quatro membros dos movimentos sociais são a União de Ciclistas do Brasil (UCB), a Associação de Skate da Grande Florianópolis (ASGF), a Federação Catarinense de Hóquei e Patinação (FCHP) e o movimento Floripa Acessível. Também está prevista e reservada uma vaga para representante “da empresa prestadora do serviço de bicicletas coletivas de Florianópolis” (para o caso de acabar surgindo alguma…). E, por fim, muito generosamente, a turma, concedeu uma vaguinha para uma dessas pálidas entidades representantes daquela classe de gente reacionária que só pensa em maldito lucro para si e progresso malvado para a cidade: a Câmara de Dirigente Lojistas (CDL).

Umas pedaladas da história

Para recuperar a forma depois de ter o terceiro filho, a médica Giselle Noceti Ammon Xavier (especializada em prática desportiva e professora efetiva do Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (CEFID) da UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina) resolveu ír para o trabalho de bike. Ela se aborreceu com maus motoristas e falta de lugar seguro para guardar a magrela. Então, em meados de 1998, inspirada em exemplos paulistanos, Giselle Noceti criou o seu Movimento Pedala Floripa, depois transformado em entidade. Ela convocou a mídia engajada, sempre disponível para registrar para a história as “atividades” das ONGs (mais adiante o leitor vai entender o porquê), e passou a divulgar o movimento apresentando suas propostas para facilitar a prática de ciclismo em Florianópolis. Giselle reivindicou a criação de escolinhas de bicicleta para crianças no Detran, implantação de departamentos de transportes não motorizados nas administrações municípais, estaduais e Federal (porque “não se pode simplesmente pensar só em carro”) e a aprovação de uma lei municipal obrigando a inclusão de verba para a causa que defende, no orçamento de Florianópolis. Um repórter fez questão de publicar a declaração da técnica do Ipuf Vera Lúcia da Silva em apoio às reivindicações de Giselle, quando Vera reclamou que “um lugar medonho é o Beiramar Shopping, você não consegue ir com o teu filho de bicicleta. Logo na entrada tem uma placa dizendo que é proibido”. Giselle justificou as suas reivindicações: “Sem dinheiro não temos como colocar em prática os nossos projetos”. Ah, tá. (Com quanto será que o Beiramar Shopping colabora com o cicloativismo fora de suas dependências? E a Prefeitura? Devia apresentar um relatório sobre o total das verbas reapassadas nos últimos 20 anos para que entes ligados ao cicloativismo promovam a sua causa.)
A ação de Giselle foi a primeira pedalada para o cicloativismo oficial – sustentado com verbas públicas – em Floripa. Em 2001 surge o Estatuto da Cidade com uma ampla plataforma de prerrogativas para o empoderamento desses comitês de “movimentos sociais” e “sociedade civil organizada”, nos moldes dos soviets de Lênin, em consonância com a Constituição “Cuidadã” de 1988 – aquela, que as esquerdas encharcaram com seus ideais de “revolução popular” e que depois o PT fez charminho para assinar. Foi neste ano que Milton Carlos Della Giustina criou a sua Viaciclo. Em 2003 ocorre “a subida ao poder do governo popular de Luiz Inácio Lula da Silva”, quando “a consciência política da questão urbana se fez presente”, segundo definição de Giselle. Em 2003 ela já é, também, presidenta da Viaciclo, quando articulou pessoalmente com o então vereador Nildomar Freire, o “Nildão” – à época, no PCdoB (depois pulou para o PT) – a obtenção do Certificado de Utilidade Pública Municipal para a ONG e o contato com um deputado para requerer o certificado de Utilidade Pública Estadual. Para comprovar as atividades da Viaciclo, Giselle anexou vários recortes de jornal com notícias das ações da ONG.
Giselle Noceti Xavier também criou na Udesc o Grupo Ciclo Brasil, que realiza “eventos, cursos, seminários, conferências, clínicas, passeios ciclísticos, cicloturismo, pesquisa científica”, e “estimula a criação de associações e redes de entidades promotores do uso da bicicleta”. Na apresentação, a médica militante ressalta que “um dos objetivos principais das ações do programa é a busca do aumento da segurança para deslocamentos a pé e por bicicleta, em especial no transporte de crianças e adultos nas imediações de escolas”. É um tipo de desonestidade: a intelectual. Porque o que menos os cicloativistas fazem é pensar nas criancinhas. O foco de sua atuação tem sido mesmo furtar espaço precioso da circulação de veículos, pedestres e estacionamento nos locais de maior movimento e no entorno de points nas várias regiões da cidade. Entre ações pontuais, mobilizações, elucubrações, conspirações e negociações, nesses quase 20 anos multiplicaram-se movimentos, ONGs, sites e blogs que atuam na causa, grande parte deles meras denominações de fachada de um indivíduo só. Entre a miríade de “ismos” por aí, o número de entes per capita do cicloativismo talvez só perca para o gayzismo, no qual cada gay é uma entidade-evento em si mesmo.

Sem participação popular

Faz tempo que os mais influentes veículos de comunicação abriram mão da pluralidade – a não ser no discurso dos editoriais. Predomina o exercício da falsa imprensa, a da manipulação da opinião pública pelo método do isentismo e outroladismo, que opta conscientemente pela sonegação e deturpação de informações em favor das teses politicamente corretas dos grupos minoritários de simpatia das redações e do colunismo, ideologizados. Tentando camuflar a ausência de isenção nas reportagens, lá pelo meio de enormes textos exaltando uma suposta superioridade moral das causas professadas e dignificando seus manda-chuvas, enxertam uma frase ou duas de “uns alguéns qualquer”, que pensam diferente e se arrisquem a execer o contraditório. E que acabam servindo apenas para que a “reportagem” alimente a ideia de como existe gente inferior, mal intencionada, que se opõe a grandes benefícios para a humanidade.
A Ilha de Santa Catarina tem geografia montanhosa e ao longo dos séculos a cidade infiltrou-se na morraiada. Os bairros são longe do Centro e os caminhos são acidentados. Muito já se disse que, a não ser para circulação local, esta não é uma cidade fácil para curtir de bicicleta – para ir trabalhar todo dia, muito menos. A não ser para atletas e eventuais aspirantes. No entanto, o próprio instituto de planejamento da cidade foi transformado em quartel general de um insistente movimento que pretende tratar a bicicleta “a nível de” Fusca do Século XXI na Capital catarinense. E, no anseio por influenciar a opinião pública, a própria arquiteta do Ipuf se enrola em artifícios de linguagem e confessa, por atos falhos, que não há povo de verdade reivindicando compartilhamento de bicicleta. É tudo ativismo de grupos minoritários organizados e sustentados com verbas públicas. Em suas manifestações, uma hora Vera Lúcia garante que existe demanda para um sistema de bicicletas compartilhadas. Em outra diz que a cultura da bicicleta ainda “precisa ser construída” na cidade. Num trecho, discursa que a sociedade se deu conta de que tem direito de escolher a forma que vai se deslocar e exige bicicleta. Em outro trecho, admite que os projetos para “construir” a tal cultura não têm participação popular porque falta consciência ao povo. Como assim, “não tem participação popular”? E o abaixo assinado com mais de 700 assinaturas que moradores e comerciantes entregaram na Prefeitura opinando contra construção da ciclofaixa no trecho da Avenida Hercílio Luz, onde havia o estacionamento em frente ao Clube 12 de Agosto? Não era participação popular? Por que foi solenemente ignorado? E por que dispensaram a participação popular no caso da Rua Bocaiúva, uma das mais valorizadas e chiques da cidade, em que foi literalmente cometido um vergonhoso furto de importante espaço da estreita via e com intenso tráfego de carros e coletivos, na calada dos gabinetes refrigerados? Sabe o que é? É que a turma respeita muito a participação popular, desde que seja a favor das suas ideias e causas. É isso: militante tem consciência das coisas. O cidadão comum é alienado.
Já o militante da Viaciclo Daniel de Araújo Costa não tem nenhum constrangimento em assegurar que na Grande Florianópolis há “uma demanda reprimida” de mais de 70% de pessoas que gostariam de usar a bicicleta. E os jornalistas engajados, que já saem das academias esquerdopatas com doutorado em mistificação dessas baboseiras nos textos, publicam e fazem cara de paisagem. Como se – do ponto de vista do estrito exercício profissional – não devessem ter apurado de qual pesquisa de qual instituição teria vindo a informação, que é uma empulhação a primeira vista.
É nesse caldo que somem do noticiário as contrariedades da população sobre essa espécie de fascismo que vai se infiltrando de forma sub-repitícia nas decisões sobre a cidade que queremos, para que cada dia mais Floripa se pareça com a cidade que “eles” pretendem impor.